• PET Nutrição

Nutrigenômica

Por Vitória Resende e Beatriz Coser


Com todos os avanços científicos e tecnológicos que vivemos, nos deparamos com a importância da investigação no campo da nutrigenômica. Este novo campo da nutrição estuda a influência dos nutrientes sobre a expressão dos genes (STEEMBURGO et al, 2009), ou seja, estuda a forma pela qual o DNA e o código genético influenciam a determinação das necessidades nutricionais e o metabolismo de nutrientes de cada indivíduo, partindo da premissa de que os distintos nutrientes constituintes da dieta desempenham diferentes papéis ou funções nutricionais em cada indivíduo, conforme sua herança ou código genético (VASCONCELOS, 2010).


Segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), existem 3 áreas que se juntas formam a nutrigenômica: a Transcriptômica (RNAm), Proteômica (Proteínas) e Metabolômica (Metabólitos). Juntas elas apresentam que as alterações no RNA mensageiro e as proteínas controlam o transporte de determinados nutrientes e metabólitos.


Muitas pessoas confundem Nutrigenômica com Nutrigenética, porém esta compreende como os genes de uma pessoa respondem a uma dieta e a outra estuda sobre como os alimentos influenciam na expressão gênica, conforme já ressaltado. Ambas contribuem para o estudo da diferença entre pessoas e sua relação com a alimentação através de uma dieta (ABRAN, 2013). A nutrigenômica se baseia nos efeitos que os nutrientes produzem sobre a expressão gênica, formando um perfil metabólico em cada indivíduo. O desenvolvimento de um fenótipo saudável para um fenótipo de doença crônica pode ocorrer por mudanças na expressão gênica ou por diferenças nas atividades de proteínas e enzimas, e os componentes da dieta regulam direta ou indiretamente a expressão dessa informação genética (FERNÁNDEZ et al, 2008), sendo assim a nutrigenômica vem como proposta de prevenção à patologias por meio de dietas.


Existem cada vez mais evidências sobre a interação entre genes e nutrientes e, ao que tudo indica, alguns compostos ativos presentes em alguns alimentos são capazes de interagir com genes e criar uma ação protetora contra os mecanismos de iniciação de algumas doenças (FERNÁNDEZ et al, 2008), como doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e câncer.


Portanto a nutrigenômica é importante não só para estudar as diferenças entre as pessoas, mas também para averiguar quais alimentos são importantes para a diminuição de DCNT e quais devem-se evitar em vista do aumento das mesmas, já que os compostos bioativos, presentes em diversos alimentos, como os ricos em vitamina D e fibras, agem na expressão gênica diminuindo as chances do desenvolvimento de DCNT.


Palavras-chave: nutrigenômica, genes, nutrientes, DCNT.


Referências


ABRAN. A Nutrigenômica e a epigenética como meios para alcançar o potencial da nutrição, manter a saúde e prevenir doenças. Disponível em: http://abran.org.br/wp/para-publico/a-nutrigenomica-a-nutrigenetica-e-a-epigenetica-como-m. Acesso em 8 jul. 2019.

19 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo