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Você já ouviu falar sobre as dislipidemias?

Por Talissa Dezanetti e Beatriz Coser


As dislipidemias são distúrbios no metabolismo de lipoproteínas, por exemplo, a diminuição do colesterol bom (HDL), aumento do colesterol ruim (LDL) e o aumento de triglicerídeos e colesterol. A ocorrência ou intensificação de uma dislipidemia depende da associação de fatores genéticos e ambientais, ou seja a influência do meio ambiente, como os hábitos de vida e desta forma acaba contribuindo para o desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares (SOUZA et al., 2019).


Há algumas classificações de dislipidemias, a principal delas as divide com base nos exames de sangue, pelos níveis de colesterol e de triglicerídeos. Desta forma são classificadas em hipercolesterolemia isolada causada pelo número de colesterol total acima de 160 mg/dL, hipertrigliceridemia isolada causada pelos níveis de triglicerídeos acima de 150 mg/dL, hiperlipidemia mista ocasionada por níveis de LDL acima de 160 mg/dL e níveis de triglicerídeos acima de 150 mg/dL e, por fim, HDL baixo, que ocorre por níveis de HDL abaixo de 40 mg/dL nos homens e abaixo de 50 mg/dL para mulheres, de forma isolada ou não (SPOSITO et al., 2007).


Além de atuar como fator de risco para DCV, a dislipidemia apresenta fatores de risco ou fatores complicantes, principalmente o excesso de peso e a obesidade, o quais provocam alterações dos lipídios no sangue. A maioria dos fatores são associados ao excesso de peso, como sedentarismo e alimentação inadequada, entretanto as doenças crônicas não transmissíveis como diabetes e hipertensão, também podem ocasionar dislipidemia. Além disso o histórico familiar de dislipidemias, age como uma fator hereditário de predisposição da doença, ou seja, quando associados a outros fatores de risco, pode resultar nesta doença (SOUZA et al., 2019).


Assim, de acordo com a Atualização da diretriz brasileira de dislipidemia e prevenção de aterosclerose (2017) há algumas medidas não farmacológicas para o controle das dislipidemias. A primeira delas é a substituição parcial dos ácidos graxos saturados por mono e poli insaturados, isto é, diminuir o consumo de carnes, leites e derivados, ovos, embutidos e aumentar a presença na dieta de alimentos como sardinha, salmão, oleaginosas (como castanhas e nozes), azeite de oliva, etc.


Também deve ser realizada a exclusão de alimentos que possuem gordura trans (bolos industrializados, salgadinhos, sorvete, bolachas recheadas, entre outros). Além disso, a restrição do consumo de álcool e açúcar da dieta são medidas importantes no controle da hipertrigliceridemia.


Por fim, é recomendável o acompanhamento com nutricionista a fim de promover intervenções individualizadas e monitoramento do peso e dos exames bioquímicos.


Palavras-chave: dislipidemias, colesterol, doenças cardiovasculares, recomendações.


Referências


SOUZA, Natália Aparecida de et al. Dislipidemia familiar e fatores associados a alterações no perfil lipídico em crianças. Ciência e Saúde Coletiva, Viçosa, v. 1, n. 24, p.323-332, 2019.

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização da diretriz brasileira de dislipidemia e prevenção de aterosclerose, 2017.


Sociedade Brasileira de Cardiologia. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2007.

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